Oi Sonya! Em primeiro lugar bem-vinda ao Temple!
Obrigada pelo seu convite sangrento!
Desde 2004 você é a única cantora do Theatres Des Vampires. Foi muito para uma menina para conseguir esta posição?
De modo nenhum. Afortunadamente realmente temos algumas bandas Metálicas em volta com meninas dianteiras escuras e poderosas no momento atual. Pessoalmente amo Tarja, a ex-Nightwish, e penso que there’ll é mais mulheres em perto do futuro. De qualquer maneira, o problema foi que na nossa banda a voz principal foi uma voz masculina assim, foi mais difícil para mim modificando tudo do que o começo de algo do começo.
Trabalhei muito para fazer a minha voz perfeitamente unida com as nossas velhas canções nas nossas demonstrações vivas eu encontrei o meu próprio estilo do novo álbum. Ele foi uma espécie de surpresa dos nossos leques portanto tive de comprovar que comigo a banda continua melhor do que antes. Estou aqui porque trabalhei muito durante esses anos para mostrar a todo o mundo que sou uma boa menina que olha também pode ter uma personalidade forte e uma boa voz. Agora estou pronta para tudo.
E quando você está na viagem, é fácil para você?
Somente terminamos a nossa viagem britânica e, como também vi no passado, houve algumas dificuldades naturalmente. Não é a vida fácil em um ônibus, turismo com vários homens porque o seu isolamento não pode ser o mesmo, penso: modificação de sala, sono, toma de uma chuva, etc. Você deve compartilhar tudo mas, depois dos primeiros dias, você não se lembra sobre essas coisas também porque os homens da minha banda são os meus irmãos de sangue portanto é mais fácil para mim fazer tudo com eles, eles ajudam-me a sobreviver!
De qualquer maneira, a música sempre vem primeiro e o que queremos dar aos nossos leques é a nossa alma e o nosso trabalho difícil que faz cada tarde uma grande demonstração. Essas doenças normais, pequenas não são nada em comparação com ele.
Bem, vai a conversação "sobre Plesure and Pain", o novo album do Theatres Des Vampires. Como você recomendaria o seu novo álbum à gente que não o ouviu ainda?
"O Plesure and Pain"este álbum e um novo passo, bastante diferente do passado, que dirige a nossa música em um conceito diferente de vampirismo e música, mais unida ao estilo Gothic Metal, longe do Black Metal mas não menos poderoso e forte, cheio de atmosferas do Theatres Des Vampires. Absolutamente amo-o porque ele mostra as nossas sensações, as nossas emoções, uma nova era de vampirismo está começando, assim, seguir-nos.
Você escreveu todos os versos líricos "do Plesure and Pain". A sua primeira inspiração?
Escrevi todos os versos líricos durante um período muito depressivo e doloroso da minha vida. Falo sobre ódio, doença mental, dor da alma, obsessão, morte e tudo o que eu senti no meu coração de um modo romântico e decadente. No nosso último CD também decidi dedicar duas canções "de Plesure and Pain" a dois dos meus escritores favoritos: Carducci e Novalis. "Na Minha Canção de Ninar" você pode ouvir uma parte "dos Hinos à Noite" de Novalis; esta canção é uma canção de ninar melancólica da minha querida e noite obscura, a minha noiva eterna. "Na Reason And Sense" canção você pode encontrar o começo "do Hino a Satã" de Carducci. É dedicado à queda de Lúcifer, o caráter mais romântico e mau neste teatro grotesco que é a nossa própria vida.
Quais são as suas faixas favoritas no seu álbum mais novo?
Amo todas as nossas canções naturalmente, mas os minhas favoritas são "A minha Canção de Ninar", "Solitude" e "Rosa Mistero". Sinto uma emoção forte quando as canto.
"O Plesure and Pain" são ricos em participações especiais: o seu favorito e a pior participação foram?
Tivemos alguns colaboradores muito bons neste álbum naturalmente; todo o nossas participações fez um emprego muito bom, vozes diferentes de canções diferentes e interpretações. Temos Flegias de Necrodeath e Dhilorz de Antigo com um grito poderoso e dramático, Nicholas de Ensoph com uma voz bela e louca, perfeita "Plesure and Pain" canção, completamente fora da mente, e Giampaolo Caprino, o jogador de violão Stormlord, o meu favorito de todos porque ele tem uma voz muito escura e profunda; amo-o.
Sobre Bruno Grahm de Das Ich, ele fez um remix "de Prazer and Pain" e esta versão é assombrosa. Graças a todos eles para a sua colaboração, eles ajudaram-nos a fazer um bom CD.
O que você pode dizer-me da viagem?
Sobre a viagem britânica, pois, acabamos de terminá-lo há alguns dias. Esteve bem mas tivemos muitos problemas com a nossa gerência e organização. Não quero falar sobre ele porque não é profissional. De qualquer maneira, tive muito divertimento em Coventry e Londres. Belos troles com a gente sangrenta e quente - amo-os! O trole último esteve no Submundo, em Londres, e lá tivemos uma entrevista com a televisão de Redenção que filmou a nossa demonstração, assim, espero que você o veja em algum lugar, foi sangrento fresco.
Muitos leques consideram-na um símbolo sexual. Você está orgulhosa disto?
Não estou orgulhosa de ser um símbolo sexual porque sou somente todo o tempo. Isto é algo que você tem no interior. Também posso ser muito grosseiro ou indelicado ou lutar com alguém até a baixa última do sangue; depende da situação. Sou agressivo e doce ao mesmo tempo.
O que posso dizer-lhe é que estou orgulhosa de estar aqui agora, com a minha banda e com a nossa música e se eu for um símbolo sexual, ok, tenha cuidado, mordo!
Você escuta outros estilos de música exceto o Estilo Gótico?
Amo Black Metal, Espanco, Sorte, algo sobre a Gente apocalíptica … de Qualquer Maneira as minhas bandas favoritas de todos os tempos são Elend, Katatonia ("Dance and Soul Dezember"), Samael, Naglfar, Anjo Mórbido, Galas de Diamanda, Crematório, e mais …
Os seus passatempos prediletos?
Gosto de escrever e pintar. Sou um desenhista de moda também se ele não for o meu trabalho (assim). Também gosto de estudar a arte, o teatro e a música na minha Universidade. Para mim não há nenhuma diferença entre trabalho e passatempos prediletos, devo amar o que faço todo o tempo.
Que canção queria que toca se em seu funeral?
A perua de Ludwig "a Sinfonia de Beethoven n. 9" jogou por uma verdadeira orquestra em uma igreja profanada embaixo da luz da vela.
Uma mensagem a todos os nossos leitores.
Temple Of Metal obrigada a sua entrevista e aos seus leitores sangrentos para estar aqui conosco. Espero que você goste do nosso novo trabalho. Guarde a sede viva! Um beijo sangrento e mortal de Scarlet.
Agradecemos muito Sonya, esperamos vê-la logo.
Entrevista de Simone Simons à Ladies of Metal - 2004
Olá Simone! Há quanto tempo a banda existe?
A banda foi fundada em Abril de 2002. Eu me juntei a banda em outubro de 2002. Então, nós ainda somos uma banda nova. Mas parece que estamos juntos há muito tempo.
Primeiramente a banda era chamada Sahara Dust, e depois se tornou Epica. De onde veio o nome Epica? E por que mudaram de nome?
Epica é um lugar do universo onde nós podemos encontrar as respostas para as mais importantes perguntas sobre a vida. Quando nós fomos ao estúdio para gravar nosso álbum, nós não gostamos de Sahara Dust. O Kamelot acabava de gravar seu álbum no Gate Studio, e o álbum se chamava Epica. Imediatamente nós adoramos o título. A maioria dos membros da banda, incluindo eu, adora ouvir Kamelot. Então decidimos mudar o nome para Epica. Desde que a maioria das letras de nossas músicas são parecidas com o significado de Epica.
Conte mais sobre o processo de sua carreira: há quanto tempo você canta? Você tomou aulas de canto?
A primeira vez que eu cantei em público foi quando eu tinha 12 anos. Foi meu último ano na escola primária e nós estávamos apresentando um musical, e eu cantei a música All At Once da Whitney Houston. Nosso professor de música disse que eu realmente precisava tomar aulas de canto, mas eu esperei até completar 14 anos. Eu tive aulas de canto de pop/jazz por um ano, mas não gostei muito. Quando eu tinha 16 anos, ganhei um CD do Nightwish, e eu adorei a combinação de vocal clássico feminino com metal. Essa foi a razão pela qual eu comecei a tomar aulas de canto clássico, que eu ainda pratico. Eu também já cantei num coral, mas Epica é minha primeira banda.
Com Mark Jansen na banda, todo mundo ficou imediatamente interessado pelo Epica. E você ficou conhecida rapidamente. Como você administrou esse sucesso?
Eu não sei como consegui. Eu apenas trabalhei bastante na minha voz e performance, nós tocamos em 90 apresentações num período muito curto. Essa é a melhor maneira de aprender que você pode ter.
Você vai continuar com seus estudos, ou vai continuar apenas com a música no futuro?
Nesse período a banda é mais importante para mim. Nós estamos gravando nosso segundo álbum e existem muitas turnês para se fazer. Quando as coisas se acalmarem, eu vou me preocupar mais com os estudos, mas eu ainda sou jovem e tenho muito tempo à frente.
Quais são suas vocalistas preferidas?
Whitney Houston, Lisa Gerrard, Elis, Celine Dion. Eu acho que as pessoas iriam me odiar ao ouvirem dizer isso, mas Christina Aguilera é uma boa cantora. Eu não gosto do jeito que ela se veste, mas o seu segundo álbum é bom.
Você toca algum instrumento, como piano ou violão por exemplo?
Eu bem que queria. Eu toquei flauta por um ano, e essa flauta ainda existe em algum lugar do sótão.
Qual o futuro próximo do Epica?
Agora nós estamos terminando a gravação do nosso segundo álbum. Como eu escrevo músicas, eu estou no estúdio Wolfsburg, na Alemanha. Depois que a gravação terminar, nós faremos algumas apresentações na Holanda em outubro, e vamos lançar um DVD. Em novembro faremos uma turnê Européia. Em dezembro faremos uma turnê no México, depois algumas apresentações na Holanda, e talvez uma turnê no Brasil. Então, estamos bastante ocupados no momento, mas estamos adorando!
O que vocês acharam de gravar o Programa do Jô no Brasil e de se apresentarem para mais de nove milhões de telespectadores?
Foi incrível realizar a gravação sabendo que tantas pessoas estariam nos acompanhando. Não conversei muito com o Jô, mas ele é legal e ficou bastante impressionado com o Epica. Acho que o programa já terá sido transmitido quando essa entrevista for publicada, e espero sinceramente que os brasileiros tenham gostado de nossa performance, e venham nos ver ao vivo em dezembro.
Antes de vir ao Brasil, o Epica lançou dois trabalhos novos. O primeiro deles o álbum The Score. O que você poderia nos dizer desse projeto de Mark Jansen e da ausência de seus vocais no CD?
Este álbum foi originalmente composto para um filme holandês chamado Joyride. Porém, nossa gravadora européia, a Transmission Records, teve a idéia de lançar um disco do Epica contendo apenas músicas instrumentais, para filmes, já que muitos de nossos fãs gostam deste elemento cinematográfico bem característico do som da banda. Felizmente recebemos ótimas respostas a The Score e se houver um próximo trabalho no mesmo estilo, com certeza cantarei as músicas.
Temos também o single Quietus. Gostaria que você nos falasse um pouco mais sobre este lançamento e também o porquê de terem disponibilizado o mesmo em duas versões. Quais as diferenças entre elas?
De fato temos dois novos singles. Um deles contém duas faixas, e o outro vem com quatro canções. O primeiro traz apenas Quietus, e a bônus inédita Linger, que vocês brasileiros conferiram com exclusividade, já que foi a segunda música que tocamos no "Programa do Jô". O segundo é um "maxi-single" com duas versões bem distintas tanto para Quietus quanto para Crystal Mountain. Acho que as pessoas não esperavam que gravássemos essa última música, pois é uma composição da banda Death, e o estilo deles era bem diferente do nosso. Porém, é uma das músicas favoritas de Mark, e ficou fantástica com as orquestrações preparadas por Yves.
O Epica está também apresentando um novo videoclipe aos fãs, para a faixa-título do single Quietus. Como foram as gravações e o que você achou do resultado final?
É sem dúvida alguma o melhor videoclipe do Epica gravado até hoje. Todos ficamos muito felizes com ele. Particularmente, amo gravar videoclipes, pois acho que é uma parte importante de todo o produto e do trabalho de uma banda. Sempre levo minhas idéias para os diretores e tento representá-las perfeitamente. Desta vez, no entanto, meu avô morreu no dia em que começamos as gravações. Eu estava muito triste, mas me dediquei ainda mais, para que ele se orgulhasse. Chorei muito no estúdio, e tínhamos que arrumar a maquiagem o tempo inteiro.
Em Junho você teve problemas de saúde e infelizmente o Epica foi obrigado a cancelar alguns shows. Como foi isso, e também a sua recuperação? Seus fãs ficam apavorados quando lêem essas notícias, posso dizer-lhes que você já está ok?
Claro, faça isso, por favor. (risos) Fico feliz em ver a preocupação que os fãs demonstram quando tenho qualquer problema, é algo reconfortante. O Epica tem uma agenda muito cheia e eu já passei por alguns momentos ruins, mas isso me tornou ainda mais forte. Tenho minhas gripes, como todo mundo, mas estou bem melhor e me cuido bastante, já que meu trabalho depende de uma boa condição de saúde, e minha voz muda quando estou doente. Fiquem tranqüilos, pois estou ótima agora. Temos uma turnê européia e já está chegando a hora dos shows no Brasil e na América do Sul.
O Epica tem uma relação muito interessante com a América Latina. Além do sucesso, o último álbum, Consign To Oblivion, é totalmente inspirado na cultura do povo Maia. De onde vem toda essa admiração?
Eu admiro muito as civilizações antigas, mas tenho ligação maior com os egípcios. Mark, porém, é completamente inspirado pela cultura Maia. Ele sabe muito sobre o assunto, leu vários livros e fez questão de ir a museus e ver de perto a arte dos maias, quando tocamos no México.
E finalmente chega a hora de vocês descerem um pouco mais, e tocarem na América do Sul. Nessa turnê o Epica será acompanhado pelo Kamelot, numa parceria que já deu muito certo anteriormente. Como é essa estreita relação entre as duas bandas?
Nos damos muito bem, e nossa união é admirada por muitos fãs de heavy metal, e por nós mesmos, claro. Participamos um do álbum do outro nos últimos lançamentos; gravamos um videoclipe, e também excursionamos juntos. É muito bom tocar com o Kamelot, e ter a companhia de músicos tão maravilhosos. Além disso, sempre nos divertimos bastante em turnês.
Você gravou dois duetos com o vocalista do Kamelot, Roy Khan, nas músicas Trois Vierges (Epica) e The Haunting (Kamelot). Como foram essas experiências e quais as diferenças e similaridades que você des- tacaria entre essas duas composições?
Trois Vierges é mais uma balada, e foi composta para o filme holandês que lhe falei anteriormente. Na versão original, eu canto toda a música, mas nós queríamos muito que Roy Khan gravasse um dueto comigo, pois a voz dele é realmente especial. The Haunting é mais pesada, tem ótimos riffs, e foi gravada quando o Kamelot estava finalizando o álbum The Black Halo na Alemanha, onde nós também nos encontrávamos, trabalhando em Consign To Oblivion. Eles queriam uma vocalista naquela primeira música de trabalho, e me procuraram. Obviamente eu não perderia a oportunidade, e aceitei o convite.
O Kamelot estará gravando o primeiro DVD de sua carreira durante as apresentações aqui no Brasil, o que torna essa turnê ainda mais especial. Quais as suas expectativas em relação aos shows?
Todos nós estamos muito ansiosos para tocar no Brasil, e tenham certeza de que cantarei The Haunting com o Kamelot. Espero que possamos nos divertir muito, e tenho certeza de que isso irá acontecer. Estaremos saindo da Holanda em pleno inverno, congelando, e chegaremos no verão brasileiro; esse já é outro aspecto muito positivo! (risos)
Como o Epica vem lidando com o assédio dos fãs? Especialmente você e Mark Jansen que são, além de tudo, namorados...
Nós dois recebemos bastante atenção dos fãs. Com Mark é um pouco diferente, pois as mulheres vão mais longe com ele do que os homens comigo. Tentamos conhecer, conversar, e atender a todos, na medida do possível, mas sempre sem expormos nossas vidas pessoais, e principalmente, nossa relação.
Sua voz encantou pessoas por todas as partes, porém, não há muito como escapar da admiração de todos por sua beleza, e em alguns momentos isso aparece em primeiro lugar. Como administrar essa situação? É algo que te incomoda?
Não me incomoda, porém, eu sou uma cantora, não uma modelo. A aparência é muito importante hoje em dia, mas o melhor elogio que posso receber de uma pessoa é quando ela me diz que sou uma boa cantora, pois esse é o meu trabalho. Quero ser boa naquilo que estou fazendo. Depois disso, aí sim presto atenção na maneira como me apresento, inclusive esteticamente.
Por sinal, a ex-vocalista do Epica, Helena Iren Michaelsen, que cantou na banda quando o nome ainda era Sahara Dust, fez um ensaio para a capa de uma recente edição da Penthouse grega. Qual a sua opinião sobre isso?
A Playboy holandesa já me convidou, e eu recusei a proposta. Não me vendo pra ninguém. Minha nudez é algo particular, não é para todo mundo ver. Acho que cantar já é uma exposição grande demais, e não vou mais longe que isso. Se Helena quer se apresentar assim, tudo bem, não posso impedí-la.
Sei que você é uma grande admiradora do Nightwish. O que achou da saída de Tarja Turunen da banda?
Nightwish e Tarja já não formavam um time vencedor. Não estavam dando certo, e decidiram se separar, mas estou muito otimista. Tarja tem uma ótima voz e já é bastante conhecida. Não temo pelo futuro dela, pois acho que fará sucesso onde quer que esteja. E o Nightwish vai seguir em frente, mas com uma cantora diferente. Sei que vou ter de me acostumar aos novos vocais, porém, tenho certeza de que a qualidade das composições será a mesma.
Simone, muito obrigado pela entrevista, simpatia, e disponibilidade. Estamos felizes em tê-la como atração principal no Whiplash! e esperamos ansiosos pelo Epica no Brasil...
Obrigada a todos vocês. Recebo muitas mensagens de fãs brasileiros, e todos eles são muito simpáticos e apaixonados pelo Epica. Já tive a oportunidade de conhecer alguns deles na minha curta estadia no Brasil, e até ganhei um presente. Desde que The Phantom Agony foi lançado, vemos recebendo apoio de vocês, e nunca nos esqueceremos disso. Faremos o nosso melhor show, e transformaremos essas apresentações no Brasil em noites únicas, a serem lembradas eternamente.
Extraída de http://whiplash.net
Entrevista de Cristina Scabbia à Bruna Soares - Novembro de 2002
Olá, Cristina! Estamos próximos da data de lançamento do Comalies, o quarto álbum da banda Lacuna Coil. Quais são as suas impressões sobre este novo trabalho?
Do Primeiro EP para o Comalies nós ganhamos maturidade e profissionalismo. Agora nós estamos muito mais confiantes com as performances ao vivo, gravações e as letras das músicas amadureceram bastante. Agora nós somos capazes de escrever boa música, evitando sobrecarga de instrumentos. Provavelmente isto é devido à sofisticação. Às vezes é melhor ir direto ao ponto, sendo bastante simples, mas tendo um grande cuidado com cada detalhe.
No site oficial da banda, você afirmou que o estilo do Lacuna Coil progrediu, tornando-se mais variável e mais reconhecível ao mesmo tempo. Você acha que as mudanças neste novo CD irão agradar os velhos e novos fãs da banda? O que mudou essencialmente?
Os fãs que já escutaram o novo álbum amaram! Quando nós dissemos que progredimos, significa que o som é muito melhor, mais intenso, mais pesado do que antes. Eu estou certa, totalmente certa de que as pessoas não irão se desapontar com o Comalies.
Qual o significado da palavra Comalies?
A palavra Comalies representa a escuridão que nos cercava durante a composição das músicas. Nós estávamos compondo em uma outra dimensão, completamente inundados na música, esquecendo todas as outras coisas ao nosso redor. Ninguém poderia entrar nesta dimensão, além de nós. Nós estávamos trancados num tipo de coma, e foi por isso que quando nós tínhamos que escolher o título do álbum, nós voltamos no tempo e lembramos daquela atmosfera misteriosa. Depois de achar "coma" uma palavra para o título, nós decidimos brincar mais com as palavras e nós escolhemos Comalies, uma espécie de trocadilho com a palavra "Comalized" (em coma) pela música.
A turnê do Comalies será feita em que países?
Na Inglaterra, França, Escandinávia, Itália, Alemanha, Espa-nha... Mas isto é somente a primeira e a primeira européia; nós vamos tocar também nos Estados Unidos em janeiro e fevereiro de 2003.
Existe algum plano de gravar um videoclipe de alguma música do novo álbum? Se existe, a escolha da música é feita pelos membros da banda ou pela Century Media?
Nós fizemos um Making off do Comalies. Por enquanto nós ainda preferimos investir em turnês. Desta maneira nós podemos fazer uma maior promoção da banda e dos álbuns. Em um futuro próximo nós iremos fazer um vídeo, mas eu ainda não sei quando.
Algumas bandas como o Nevermore estão em constante atrito com a gravadora Century Media. Qual o relacionamento do Lacuna Coil com a gravadora?
Muito boa. Eles oferecem uma excelente promoção para nós e acreditam fortemente em nosso potencial.
A capa do Comalies foi recentemente divulgada pela Century Media, apresentando uma bela flor no centro. Qual a relação entre a capa e a temática de álbum?
O girassol é uma figura simples, muito fácil de ser lembrada. O girassol é como nós, que estamos sempre seguindo o sol e sendo positivos. A figura também remete fortemente a forma do sol em Unleashed Memories. Simples, intenso.
Uma curiosidade: O artefato de metal que ilustra a capa de Unleashed Memories é uma representação da Distant Sun? Quem normalmente tem as idéias para a parte gráfica do álbum?
Não é o Distant Sun, mas um espelho mexicano com a forma de um sol. Nós decidimos todos juntos a combinação de formas e cores, mas isso não é ligado ao Distant Sun.
A primeira demo lançada pelo Lacuna Coil (ainda sob o nome Ethereal) continha 2 músicas, Shallow End e Frozen Feeling. A primeira está disponível no site oficial da banda, sendo uma curiosidade agradável aos fãs, mostrando um Lacuna Coil com sonoridade crua e com maior influência de Doom Metal. Existem planos de lançar a música Frozen Feeling no futuro, em algum single por exemplo?
Não no momento. Eu não acho que isso será reprisado. É muito velho e nós estamos muito mais concentrados no novo material.
Ainda sobre a demo; a mudança de estilo Ethereal/Lacuna Coil EP, foi uma escolha do grupo ou surgiu naturalmente?
Nada acontece no Lacuna Coil que não seja de um jeito natural.
Apesar de considerar Andrea um ótimo vocalista, surgiu alguns boatos de que ele fez aulas de canto recentemente. Isto é verdade? Como estão seus vocais no Comalies?
É uma vergonha ter aulas de canto? Mesmo eu não fazendo (isso sim é uma vergonha) eu acho que todos os cantores deveriam fazer. Andrea melhorou muito e vocês podem realmente ouvir isso no Comalies, ele praticou muito.
Como está sendo o apoio dado a turnê de lançamento de Unleashed Memories? Como a banda se sentiu tocando nos EUA?
Nós fizemos a turnê americana em dezembro de 2001 com Moonspell, e devo dizer que nós tivemos um incrível apoio dos americanos que foram aos shows por nós, cantaram as músicas conosco. Foi simplesmente maravilhoso e pensamos em voltar em breve.
Conte-nos sobre Unleashed Memories. Como vocês chegaram a esse som depressivo e profundo e de onde sai todas essas letras dolorosas?
Para ser honesta, nós não sabemos. É um processo natural, algo espontâneo no Lacuna Coil. Apenas esperamos a inspiração e é assim que sentimos a melodia ou um riff com a vibração certa. Nós trabalhamos nisso e em pouco tempo as músicas parecem boas para nós e nos sentimos bem com isso.
Há um grande crescimento de mulheres no cenário do metal. Como você se sente em relação a isso?
Eu não acho que a presença de uma mulher faz uma banda especial, diferente de uma banda de apenas homens. Para mim parece ser algo natural já que se pode encontrar ambos em um escritório, por exemplo. Eu espero que as mulheres tenham mais espaço no cenário do metal, mas com isso o que eu realmente quero é apenas garotas talentosas e não mulheres que tem uma boa imagem e então não são capazes de fazer o trabalho delas como cantoras e músicas.
Quais são as cantoras que você admirava antes de se tornar uma pelo Lacuna Coil?
Não, eu nunca tive ídolos a respeito da minha maneira de cantar ou agir.
Conte-nos sobre Comalies. O que podemos esperar desse lançamento? E quando poderemos obtê-lo nos EUA?
Comalies será lançado no dia 29/10/02 nos EUA. É um álbum muito dinâmico e variado. É o melhor que fizemos. Comalies contém diversas atmosferas, do rock gótico para o metal com um toque moderno. Vocês vão escutar uma vibração positiva vinda desse álbum.
Há algum outro projeto seu paralelo ao Lacuna Coil?
Não, eu estou totalmente dedicada ao Lacuna, mesmo tendo recebido algumas propostas diferentes. É o melhor jeito para gastar toda a sua energia em sua música.
O que Cristina faz para se divertir? Você vai dançar em alguma boate, lê algum livro, assiste filmes? O que surpreenderia nossos leitores em relação a você?
Bem, basicamente eu faço tudo que uma pessoa normal faz no seu tempo livre. Vejo amigos em bares ou discotecas, quando estou em casa leio as minhas cartas e faço colagens, assisto tv. O fato é que infelizmente não tenho muito tempo para fazer todas as coisas que eu amaria fazer.
Algumas últimas palavras?
Muito obrigada pela entrevista e apoio. Nós estaremos lá em breve. Estamos realmente desapontados pelo fato de termos cancelado a turnê americana de setembro de 2002 porque o álbum só será lançado em outubro. Mas nós faremos a turnê em fevereiro de 2003 e mal podemos esperar. Continuem ligados com o nosso site www.lacunacoil.it.
Extraída de www.lacunacoil.hpg.com.br
Entrevista de Glenn Morten - Dezembro de 1999
Comecemos tradicionalmente com você nos falando sobre a história de The Sins Of Thy Beloved.
Bem, The Sins Of Thy Beloved foi formado por mim, Arild e Stig em novembro de 96. Anita e Ola e uma tecladista também uniram-se então. E por volta de janeiro e fevereiro de 97, nós gravamos um MCD demonstrativo, All Alone, e em seguida conseguimos nosso primeiro contrato de gravação. Depois esta tecladista deixou a banda e Ingfrid assumiu. Nós também pedimos para Anders que nos acompanhasse em algumas apresentações ao vivo durante este verão, e em seguida ele também uniu-se à banda. No fim deste ano, terminamos o contrato com nossa gravadora e em janeiro de 98 gravamos uma demo chamada Silent Pain. Nessa época nós entramos em contato com Pete (Johansen) e ele tocou violinos para nós, nessa demo. Enviamos a demo para várias gravadoras e acabamos assinando com a Napalm Records. E gravamos o álbum Lake Of Sorrow. Eu não me recordo exatamente quando nós gravamos este álbum... Mas quem se preocupa... Pete também uniu-se à banda como um membro regular, durante este período. E depois nós saímos em uma turnê européia, e tocamos em alguns festivais e agora, nós completamos a gravação de nosso novo álbum, Perpetual Desolation, que será lançado no começo do próximo milênio.
Nos fale sobre seu mais recente lançamento, Lake Of Sorrow, e suas idéias neste trabalho?
Eu fiquei muito orgulhoso deste álbum e acho que é um bom álbum de estréia. É bastante atmosférico e é possível perceber bem isso, escutando-o. Mas como eu disse, era um álbum de estréia e há muitas coisas que poderíamos ter feito melhor se tivéssemos esperado mais algum tempo, antes de gravarmos. Mas o que está feito está feito!
Sobre o material que está trabalhando atualmente, como você diria que difere do anterior?
O novo álbum é mais rápido, é inspirado mais no black metal, porém mais leve às vezes. Tem grandes contrastes, os arranjos são bem melhores, e a produção então, é muito melhor que a do Lake Of Sorrow.
Tendo sete membros na banda, é difícil conciliar horários para todos trabalharem? Há muitos conflitos com tantas personalidades envolvidas? Ou algumas pessoas decidem a direção padrão da banda?
Atualmente somos 8 integrantes, Pete uniu-se à banda depois que tiramos as fotografias para o CD. E não tivemos tempo para fazer fotos novas.
Pode ser difícil organizar tudo já que quase todos têm trabalhos e/ou estudos. Mas não causa nenhum problema. Nós sempre organizamos algo.
Ainda não tivemos nenhum conflito grande... e eu não penso que tenhamos, já que todos nós, nos dedicamos ao que fazemos. Quem decide qual rumo tomar é, principalmente, Arild e eu, já que escrevemos a maioria do material. Mas quando há algo que os outros não gostam, sempre achamos uma solução.
Há muitas semelhanças com sua banda e o antigo Theatre Of Tragedy, eu imagino que a ouça muito? Essa banda teve alguma influência sobre você?
Pessoalmente, não penso que somos parecidos com o ToT. E sim, nós ouvimos muito ToT! Eu não diria que a banda nos influenciou, mas também não diria que não.
Que sentimentos você tenta transmitir ao ouvinte, através de sua música?
Nós escrevemos músicas que gostamos, e nunca pensei em que sentimentos que o ouvinte pode ter através de nossa música.
Você planeja escrever alguma canção em seu norueguês nativo? Há uma razão para ter escolhido só inglês?
Nós não temos nenhum plano de escrever canções em norueguês, eu não penso que se encaixaria na música. Nós escrevemos em inglês porque é um idioma muito mais poético, e em norueguês soaria pateticamente seco, com títulos como Helt Alene ou Kysset.
Eu penso que é importante conhecer as pessoas por detrás da música... nos fale sobre algumas das coisas em sua vida que o inspira?
Hmmm, tudo me inspira, eu não posso dizer mais que isso!
Qual sua opinião sobre religião?
Eu nem sequer comento sobre religião! Este tópico é a fonte de toda a porcaria sangrenta neste planeta!
A música de TSOTB é muito triste... isto reflete uma perspectiva pessoal da banda?
Pode ser que sim, às vezes. De qualquer forma, a escuridão e coisas tristes são extremamente adoráveis, você não pensa assim?
Você daria sua vida por alguma coisa, se necessário?
Eu odeio perguntas assim! Eu não sei o que dizer. Família, amor e alguma porcaria poderiam ser coisas pelo que eu morreria.
Diga-nos, o que acha sobre a morte? O que espera dela?
Morte poderia ser uma experiência "do caramba" ou poderia não ser! Eu apenas terei que esperar e ver.
Qual sua opinião sobre o estado caótico do mundo? Você vê um futuro mais negro para a humanidade? Irá piorar antes de melhorar?
Nunca será melhor, só irá piorar até que tudo se dane... então a Escuridão tomará conta do mundo... e todos nós morreremos!!
A humanidade sempre buscou respostas aos enigmas do espaço... O que você acredita existir fora de nosso mundo, na distante frieza do espaço?
Eu não tenho a mínima idéia. Um vazio???
Muitas pessoas atualmente estão retornando às religiões dos antepassados pagãos... o que você acha sobre as antigas religiões?
As antigas religiões são fascinantes e eu adoro ler sobre a antiga mitologia norueguesa. A egípcia também é interessante.
Voltando à música... Você tem feito alguma turnê?
Nós estivemos em uma excursão européia como banda de abertura, junto com Tristania, Trail Of Tears, Siebenbürgen, e Anticrisis. E só posso dizer que foi uma experiência "do caramba". Estava temeroso para tocar fora da Noruega e agora mal posso esperar pra sair numa turnê novamente.
É um nome bastante incomum, The Sins Of Thy Beloved. Você poderia nos falar por que foi escolhido e o que significa?
No princípio nós nos chamávamos Purgatory, mas muitas bandas já usavam esse nome. Assim nós tivemos que inventar algo novo. E depois de horas juntando idéias, Arild e eu decidimos por The Sins Of Thy Beloved. Este era um nome que pensamos que poderia descrever nossa música. E queríamos também ter um nome único, que ninguém mais tivesse.
Há algum projeto especial para o futuro, que você esteja trabalhando?
Eu tenho algumas idéias para projetos que eu gostaria de fazer, mas não acho que poderei fazê-los nos próximos anos; há bastante trabalho com o TSOTB. Ainda temos três álbuns para fazer. Assim eu terei que esperar e ver...
Para concluirmos, seus comentários finais.
Hmmm, eu espero que todos vocês que nos acompanham a algum tempo, confiram nosso futuro álbum Perpetual Desolation. E para quem ainda não conhece, ouça o Lake of Sorrow, que já foi lançado lá fora! E gostaria de desejar à todos um feliz Natal profano e um sangrento ano/milênio novo!
Extraída de www.mourningtheancient.com/sins.htm
Traduzida e adaptada por Spectrum
Entrevista de Tilo Wolff à Emanuel Ferreira - Revista Loud
Portugal - Outubro de 2001
Esse novo disco, Fassade, aparece no mercado através da gravadora Nuclear Blast. Como você tem sua própria gravadora, poderia nos explicar qual é a situação atual em termos de contratos?
Chegamos à conclusão, durante os últimos anos, que cada vez mais ficávamos com menos tempo para fazer músicas devido a estarmos tão ocupados com a Hall of Sermon. Por isso, desta vez decidimos nos concentrar mais na música e licenciar o disco a outra editora. A escolha recaiu sobre a Nuclear Blast; desta forma podemos nos concentrar mais no campo artístico... O acordo engloba apenas o Lacrimosa porque, para termos mais tempo, terminamos a colaboração com outros grupos a nível de Hall of Sermon. Tivemos a gravadora durante 10 anos e nesse tempo, grupos muito bons e interessados trabalharam conosco. Agora que eles já estão mais desenvolvidos, podem dar os seus próprios passos no mundo da música e assim nós nos concentramos no nosso trabalho.
Apesar de a dada altura, as bandas góticas se terem tornado bastante populares no meio do movimento metal, o Lacrimosa nunca foi muito apreciado nesse meio. Este disco e este contrato vão ajudar a melhorar essa relação?
Não sei, é sempre difícil dizer algo em relação a isso. Sobre este disco, algumas pessoas já me disseram que é o mais sinfônico que fiz até agora, enquanto que outras me disseram que é o mais metal. As pessoas pensam de uma forma bastante diversa e por isso não sei se vai nos aproximar ou não. Pessoalmente não me agrada a idéia de fazer música para determinados movimentos ou estilos. Quem quiser que nos ouça, não me interessa sé é gótico ou metaleiro. Além disso, o contrato com a Nuclear Blast não tem nada a ver com pretendermos ser mais apreciados no meio de um movimento específico. Se fosse para isso, seria estúpido, pois nunca teríamos a certeza de sermos aceitos no meio e, ao mesmo tempo, perderíamos nossos fãs góticos. Estamos trabalhando com eles, porque o dono da gravadora - assim como algumas pessoas da equipe - já nos conhece desde o início. Basicamente é isso. Eles têm acompanhado nossa carreira, entendem do meio e empenham-se naquilo que fazem, por isso optamos por essa união.
Depois de todos esses anos e apesar da sua internacionalização, você ainda insiste em escrever letras em alemão e escrever temas incrivelmente longos, por vezes divididos em várias partes...
Antes de escrever música eu já compunha letras para expressar meus sentimentos, só mais tarde é que senti a necessidade de completar isso com uma segunda dimensão: a música. Queria apenas acrescentar algo mais às letras, mas não queria passar a escrever em inglês apenas porque agora eu estava musicando minhas letras. Nunca tive a intenção de me tornar popular ou atingir muita gente, claro que hoje estou contente pelo Lacrimosa ser tão popular e chegar a países que não falam o idioma alemão. No entanto, não vou começar a escrever em outra língua que não seja o alemão só para me tornar mais popular. Para que entendam as letras, temos sempre o cuidado de as traduzir nos encartes dos CD's. Por vezes, como em Copycat, tive a necessidade de exprimir certos pensamentos em inglês, porque não funcionariam em alemão. No futuro talvez escreva dois ou três temas em inglês para nossos discos, mas isso não é uma prioridade. Quanto a compor temas longos, confesso que não sei escrever para agradar as pessoas. É normal me dizerem que minhas músicas são compridas e complicadas, mas não posso mudar se não sentir. Se às vezes acaba parecendo um pouco longo é porque tinha de ser assim...
Você mencionou Copycat, que provavelmente é sua música mais comercial. Você sentiu pressão da gravadora ou dos fãs para escrever mais músicas como Copycat?
De certa forma... Quando escrevi essa música, as pessoas me diziam que eu não a deveria fazer, que eu não a deveria gravar, que ninguém ia gostar porque não era uma música que pudesse servir ao Lacrimosa. Nessa época eu disse que se eu a havia composto, então poderia ser Lacrimosa. Depois a música se tornou uma espécie de êxito e as pessoas passaram a me dizer que eu deveria compor mais músicas como Copycat. Só que agora não sinto vontade de escrever algo assim, por isso não o faço. Talvez no futuro eu escreva algo do gênero, mas apenas se essa for a minha vontade.
Seus shows são conhecidos por serem extremamente elaborados. O que se pode esperar deles?
Em estúdio estou muito perto dos meus sentimentos e tento trabalhar de forma pessoal, até íntima. Em palco a situação é diferente, tento ver os temas de uma forma diferente e quando me abro para a audiência - e se ela me inspirar - tenho momentos em que passo ao improviso e, por exemplo, se uma música tiver terminado, é normal que eu a recomece e os músicos têm que me acompanhar e capturar as sensações que eu tenho no momento e que tento expressar para os espectadores. É muito importante a forma como a audiência reage e creio que são eles e a banda que criam juntos o ambiente, e não apenas o show em si.
Já que você trabalhou diversas vezes em estúdio com orquestras, você nunca pensou em fazer algo ao vivo com uma, como o Metallica já fez?
Talvez um dia eu escreva algo em que ache que a orquestra tem realmente que estar presente. Em Fassade pretendo executar o disco como algo vivo e dependente das emoções do momento. Com uma orquestra teríamos que ficar limitados ao que estivesse ensaiado e escrito nas partituras, sem improviso... Acaba parecendo mais com uma peça de teatro. Não quero fazer isso agora, talvez no futuro.
Há cinco anos o movimento gótico estava mais popularizado e espalhado do que hoje. Como você encara a cena atual?
Bem, no momento acho que o movimento está se desenvolvendo bastante. Muita gente se interessa pelo Heavy Metal e hoje, as linhas que separam o gótico do Gothic Rock ou do Dark Metal, são menos definidas. Por outro lado, outras pessoas se interessam pelo componente eletrônico de uma forma que não me agrada tanto. Creio que, no geral, todo movimento está num processo de desenvolvimento. Se isso não acontecesse o movimento estaria morto, porque as pessoas não podem viver eternamente num ciclo de repetição.
Eu soube que o novo álbum, Echos, foi inspirado na trágica inundação que aconteceu na Europa Central em Agosto do ano passado. Isso é verdade?
Não. Não é verdade. O álbum já estava totalmente composto e nós estávamos no meio do processo de produção quando a inundação aconteceu. E, na realidade, eu nunca escreveria nenhum tipo de música com letras falando da tragédia que aconteceu com o povo.
Quanto tempo você levou com a gravação do Echos?
Gastamos apenas cinco meses.
Olhando para os títulos das músicas, Echos parece seguir o mesmo modelo do Fassade e do Elodia, com um tema central dividido em capítulos. Esse álbum também conta uma história? Do que ela se trata?
De certa forma ele conta uma história. Mas na verdade não foi planejado dessa forma. Quando estávamos nessa longa turnê. Bem, eu vou ter que começar diferente...
O fato é que eu componho constantemente. Eu nunca me sento e penso: "Bem, agora eu vou começar a escrever". Existe todo um processo em andamento e durante a longa turnê do Fassade, não tive a possibilidade de compor. Quando nós voltamos, havia tantas emoções e sentimentos próximos de vir à tona. O processo de escrever o álbum foi muito curto e compacto, que aconteceu, eu não sei, acho que em quatro meses ou coisa assim. Eu escrevi o álbum todo e não tinha pensado nele como um todo no começo, eu só percebi um dia, que nós tínhamos que ir para o estúdio para poder gravar o álbum no sentido mais puro.
Estava tudo fresco e as emoções estavam ainda conosco e, no estúdio eu percebi que as músicas estavam ligadas entre si, porque todas foram escritas num único período de tempo, de um mesmo sentido, um mesmo sentimento. Portanto, elas estavam ligadas umas às outras.
E estavam ligadas entre si nesse sentido, contando uma espécie de história de uma busca. É como quando começa a considerar que nós somos um produto da cultura na qual nascemos, e que nós somos também produtos das coisas que aparecem em nossas vidas. Elas são ecos do passado que nos fizeram ser o que somos agora, e o que somos agora, hoje, no presente, é novamente responsável por como nossa vida futura será. Que tipo de decisões tomaremos, como lidaremos com nossa vida futura, em tudo o que ela está baseada e em tudo o que aprendemos até agora. Os ecos do passado nos trazem ao presente, vivendo nos moldes atuais e novamente influenciam nossa vida futura. Esse é basicamente o tema desse álbum.
Nós já sabemos que vocês não vão sair em turnê esse ano, certo?
Infelizmente é verdade.
Você poderia me dizer o por quê? Existe uma razão específica?
Sim, claro! Porque nós temos estado constantemente compondo ou produzindo no estúdio, ou tocando ao vivo no palco. Desde o começo do ano que terminou agora, sem nenhum intervalo. Anne Nurmi e eu precisamos de um descanso, depois da longa turmê do Fassade. Mas como eu disse antes, quando voltamos eu não pude ter esse descanso, tinha muito que fazer, tinha que escrever as letras e as músicas e então o novo álbum chegou. Agora, finalmente poderemos fazer uma pequena pausa (risos).
O que vocês planejam fazer durante esse ano? Vocês estão pensando em produzir um novo vídeo-clipe?
Nós temos filmado um vídeo-clipe para o single Durch Nacht und Flut e talvez nós lancemos num futuro próximo, uma espécie de "video-collection" porque temos feito, como você deve saber, vídeos dos álbuns anteriores, mas não lançamos vídeos dos últimos álbuns. Portanto, vamos fazer uma espécie de coleção em vídeo e DVD para um futuro próximo.
Eu notei que existe uma pequena influência de música eletrônica no seu trabalho atualmente. Você gosta de música eletrônica? Existe alguma influência de música eletrônica nesse último álbum?
Antes de qualquer coisa eu devo dizer que eu gosto de música eletrônica no sentido em que ela era feita nos anos 80. Claro, bandas como Depeche Mode e todas as "New Romantics", eu também gosto muito da produção EBM. Mas não gosto muito da nova música eletrônica do tipo Techno.
Vocês estão usando um pouco de cores nas capas de seus álbuns agora. Por que vocês decidiram fazer isso?
Nós sempre tivemos duas linhas de capas. Existem as capas dos álbuns que são pinturas em preto e branco e existem as capas dos singles que também eram, até agora, preto e branco, por outro lado, apresentando algumas vezes, fotos coloridas ou coisas assim. Dessa vez nós fizemos essa seção de fotos para o single Durch Nacht und Flut, que significa Através da Noite e Inundação. Fizemos à beira-mar, e existe uma tomada da chegada da noite. Nós começamos a fazer essa seção de fotos lá na praia e aos poucos a inundação veio e pegamos essas fotos para o single. Então elas serviram perfeitamente. Essas fotos para a música, porque a foto colorida capturou.
Ela deu a impressão da música, seu poder, suas emoções profundas nas quais a música é baseada. Mas essa foto é sem movimento nenhum, mas as cores imprimem esse tipo de poder, um reflexo diferente de toda a situação. Então essa foi a razão pela qual decidimos realizá-la colorida.
Olhando para o nome e letra de algumas músicas como Réquiem, Der Ketzer, Crucifixo, Sanctus e a novíssima Kyrie, a gente pode notar uma espécie de conexão com idéias religiosas. Por que isso é tão freqüente? Você é religioso?
Eu sou uma pessoa bastante religiosa. Eu fui inspirado, influenciado pela música religiosa. Eu mesmo cantei num coral numa igreja. Claro, significa muito para mim, influenciou minha vida toda e, desde que o Lacrimosa é tão ligado à minha vida pessoal, claro que são também sentimentos como esse em que são baseados minhas crenças religiosas e que estão também em minhas letras e músicas.
Você sabe alguma coisa sobre o Brasil?
Pra falar a verdade, eu sei um pouco. Eu sei que as pessoas têm um coração caloroso! Bem, ao menos eu acredito que tenham um coração caloroso! (risadas).
Elas têm mesmo! E você provavelmente terá pessoas gritando o tempo todo durante seu show aqui no Brasil!
Isso soa muito bem! (risadas).
A Nuclear Blast está tomando conta de seus álbuns aqui no Brasil agora, certo? Você acha que isso vai ser melhor para promover seus álbuns por aqui?
A razão principal é que, Anne Nurmi e eu tivemos que escolher se queríamos continuar com a Hall of Sermon da maneira como fizemos o ano passado, lançando outras bandas, ou nos concentrarmos mais em nossa música. E nós decidimos que o Lacrimosa é mais importante do que o selo Hall of Sermon. Nós decidimos nos concentrar mais no Lacrimosa novamente, então, nós também decidimos licenciar o álbum novo do Lacrimosa à Nuclear Blast em certos países, então eles fazem o marketing e a distribuição do álbum e nós podemos nos concentrar mais na música e também nos concentrar no mercado em que trabalhamos com a Hall of Sermon porque em muitos países ainda existem lançamentos com esse selo. Existe muita coisa a se fazer e nós queremos fazê-las 100%. Nós não podemos tomar conta de todo esse trabalho sozinhos.
Quando vocês planejam começar a turnê do Echos? Ano que vem?
Por enquanto nós não podemos planejar nada. Eu não sei se nós sairemos em turnê no ano que vem. Eu adoraria, porque às vezes sinto falta de ir para o palco. Mas por enquanto não existem planos definidos.
Falando das Américas, nós sabemos que vocês têm uma enorme audiência no México. Você tem idéia de quantos fãs vocês têm no Brasil?
Pra falar a verdade, eu não tenho idéia (risadas).
Bem, eu estou encarregada de tornar esse número bem grande! (risadas) Você gostaria de dizer alguma coisa para os fãs brasileiros?
Eu quero dizer algo pessoalmente para você, porque quero agradecer muito, e isso inclui a opinião da Anne também! Nós dois queremos agradecer pelo esforço que você faz pelo Lacrimosa. Seu excelente trabalho, o apoio que você nos dá, isso é realmente inacreditável!
Eu sou profundamente grata pela oportunidade que você está nos dando de obter todas essas informações, e os fãs brasileiros ficarão malucos com elas! É um grande prazer trabalhar pelo Lacrimosa! A Anne não está aí hoje, está?
Não no momento. Ela não pode dar nenhuma entrevista hoje.
Sem problemas. Mande um grande abraço a ela!
Claro que mando!
Eu quero agradecer mais uma vez por essa oportunidade que você deu ao Lacrimosa Brasil Fan Club. E vocês podem contar comigo para qualquer coisa que precisarem para ajudá-los aqui no Brasil.
Muito gentil da sua parte! Muito obrigado.
Um grande abraço a você e a toda equipe da Hall of Sermon!
Muito, muito obrigado. Tenha um bom dia! Até mais!
Extraída de www.lacrimosa.brasil.nom.br



